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Campus Centro-Serrano avança em projeto estratégico para transformação em Campus Agrícola

Publicado: Quarta, 25 de Fevereiro de 2026, 11h30 | Última atualização em Quinta, 26 de Fevereiro de 2026, 16h50
A mudança de tipologia visa alinhar o campus à vocação econômica da região serrana, ampliar o quadro de servidores e fortalecer o desenvolvimento local através da educação.

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Reitora do Ifes, Adriana Pionttkovsky Barcellos, e o diretor-geral Thiago Mello, com o ofício que formaliza o pleito, um marco na busca pela nova tipologia.

 

A Direção-Geral do Campus Centro-Serrano tem tratado como prioridade a mudança de tipologia do campus para Campus Agrícola. A iniciativa representa um passo estratégico para o futuro da instituição, buscando adequar sua estrutura e oferta de ensino à inequívoca vocação da região, um dos maiores polos de produção agrícola do Brasil.

O projeto, que começou a ser delineado logo após o processo eleitoral, foi desenvolvido a partir de um documento técnico preliminar, elaborado pelos professores da área de agricultura Anderson Dominghetti, Lorena Abdalla e Poliana Bandeira e pelo diretor Thiago Mello. Este documento fundamenta a solicitação e detalha os inúmeros benefícios da mudança para a comunidade acadêmica e para toda a região serrana do Espírito Santo.

 

Benefícios e Adequação à Vocação Regional

A transformação em Campus Agrícola é, antes de tudo, um reconhecimento da identidade local. A microrregião Centro-Serrana, que engloba municípios como Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina e Domingos Martins, é uma potência no agronegócio nacional. Segundo dados do documento de justificativa apresentado ao MEC, a região é o maior polo de produção de ovos do Brasil e o segundo maior produtor de hortaliças, com a agricultura familiar representando mais de 80% dos estabelecimentos rurais [1].

Atender a essa vocação é o cerne do projeto. A mudança de tipologia, regulamentada por normativas como a Portaria MEC nº 713/2021, permite que o campus tenha acesso a um novo dimensionamento de pessoal e orçamento, mais adequado às suas necessidades. Os principais impactos positivos incluem:

1. Acréscimo de Vagas TAE: Aumento significativo no quadro de servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs), essencial para a gestão de um campus com fazenda-escola e laboratórios especializados.

2. Aumento Orçamentário: O piso orçamentário para campi agrícolas na matriz do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal (Conif) é superior, garantindo mais recursos para custeio e investimento [2].

3. Novos Cursos e Pesquisa: Viabilização da criação de novos cursos técnicos e superiores em ciências agrárias e o fortalecimento de pesquisas aplicadas que impactam diretamente a produtividade e a sustentabilidade regionais.

4. Desenvolvimento Local: Maior integração com os arranjos produtivos locais, contribuindo para a formação de mão de obra qualificada e para a inovação no campo.

 

Uma Jornada de Articulação e Trabalho

A gestão do campus tem se empenhado em uma série de ações estratégicas para viabilizar o pleito. O processo de mudança de tipologia é, por natureza, complexo e pode ser demorado. Um exemplo notório é o do Campus Naviraí, do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (IFMS), que, sob a direção de Matheus Bornelli de Castro, levou cerca de seis anos para ter sua tipologia alterada para agrícola [3].

Ciente do desafio, o Campus Centro-Serrano trabalha com a perspectiva de acelerar esse processo, apostando em uma forte articulação política e institucional. A cronologia das ações demonstra o compromisso da gestão com o projeto:

Junho de 2025: O primeiro passo institucional foi dado com a apresentação da proposta e a entrega do documento técnico ao Deputado Federal Helder Salomão, buscando o primeiro apoio parlamentar para a causa.

18 de dezembro de 2025: A reitora do Ifes e o diretor-geral do campus Centro-Serrano estiveram em um evento em Brasília onde puderam conversar com os técnicos da SETEC para reforçar o pleito. Os diálogos foram importantes para alinhamentos políticos/estratégicos mais detalhados e para entendermos melhor os caminhos para a busca pela mudança.

02 de fevereiro de 2026: O pleito foi oficialmente formalizado junto ao MEC. A Reitora do Ifes, professora Adriana Pionttkovsky Barcellos, assinou e encaminhou o Ofício Nº 17/2026 ao Secretário da Setec, Marcelo Bregagnoli, solicitando a análise e as devidas providências para a mudança.

Fevereiro de 2026: Dando continuidade à busca por apoio, a gestão entregou o ofício a um assessor do Senador Fabiano Contarato, que se comprometeu a intermediar o pleito junto ao MEC, somando forças à articulação política.

 

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Equipe do campus (Coordenadora geral de ensino Rafaela Duda e a professora Samine Benfica) em reunião com Roberto Carlos, representante do Senador Fabiano Contarato, para fortalecer a articulação política em Brasília.

 

A Direção-Geral do Campus Centro-Serrano segue confiante e empenhada, trabalhando em todas as frentes para que a transformação em Campus Agrícola se torne realidade o mais breve possível, consolidando a instituição como um pilar para a educação e o desenvolvimento sustentável da região serrana do Espírito Santo.

 

Referências

[1] Instituto Federal do Espírito Santo - Campus Centro-Serrano. (2026). Justificativa para Mudança de Tipologia - Campus Agrícola.
[2] Poder360. (2025, 26 de janeiro).Diversos campi de institutos federais aumentarão vagas. Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-educacao/diversos-campi-de-institutos-federais-aumentarao-vagas/

[3] Naviraí Notícias. (2021, 17 de setembro). Campus Naviraí do IFMS passa a ser considerado agrícola. Disponível em: https://www.navirainoticias.com.br/ler.php?id=6896

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